quinta-feira, 28 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Imóveis brasileiros rendem o dobro da média mundial
Fonte: Exame.com - 08/04/2011
Marcadores: aluguel, aplicação, berrini, eco, imoveis, imovel, lançamento, rentabilidade
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Não há bolha no mercado imobiliário, diz especialista
Executivo com passagem pela Cyrela e Tishman-Speyer, Daniel Citron afirma que o setor está apenas no início de um longo ciclo de expansão
Você foi diretor financeiro da Cyrela nos anos 90 e presidente da Tishman no Brasil até recentemente. Como você vê o progresso do mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos? No Brasil, tudo demora a acontecer. Mas quando acontece, é mais rápido que na maioria dos lugares. A capacidade do empresário ou executivo brasileiro de se adaptar a situações novas é surpreendente. Eu acho que no mercado imobiliário, não é diferente. Há 10 ou 12 anos, tínhamos um mercado totalmente feito de empresas familiares, financiadas pelos mecanismos tradicionais e alguns fundos de pensão. Eram empresas pequenas, relativamente amadoras, sem nenhuma governança. De repente, o que a gente viu foi uma mudança brutal de paradigmas. Há vinte empresas de capital aberto, uma porção de fundos investindo aqui, negócios estruturados e fusões. Ainda não há os mecanismos financeiros que são vistos lá fora. Mas o fato é que, levando em consideração a velocidade com que isso aconteceu, até que as empresas se adaptaram bem. Faltam executivos, engenheiros, mestre de obras, equipamentos para obra... Mas é porque a velocidade dessa virada foi muito rápida.
Marcadores: bolha, cyrela, daniel citron, exame, mercado imobiliario
quarta-feira, 6 de abril de 2011
VIDA VIVA SÃO BERNARDO - Aptos 90 e 102m² + Coberturas
Pouca gente está entendendo o que está acontecendo. Tudo bem, o crédito ainda é farto e houve aumento da renda do trabalhador. Mas não tem exagero? Você já viu onde estão os preços dos imóveis? Os preços ainda vão subir por um tempo, segundo analistas. No Rio, por exemplo, há valorização por causa da pacificação dos morros e as obras para a Copa e Olimpíadas. Em São Paulo, é a demanda. Há muita gente procurando. Ainda assim, o número de imóveis financiados bateu um recorde histórico em 2010. Foram mais de R$ 80 bilhões destinados a financiamento no setor.
O salário não sobe assim. Nenhuma aplicação chega perto. Poupança, bolsa, nada.
A mercadoria é valiosa e de ofuscar o ouro. Helena procura um imóvel há três meses e, à medida que o tempo passa, vai separando mais dinheiro. “A gente aumentou o limite três vezes. Começamos em R$ 250 mil e já estamos em R$ 350 mil”, diz.
Segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), o preço de casas e apartamentos usados na capital paulista subiu até 269% em 2010. Os imóveis novos também vão ficando mais caros - a começar pelo que as construtoras gastam com terrenos.
“Os preços estão subindo também porque os terrenos estão muito caros. Aqui em São Paulo é dificílimo você encontrar uma área disponível a venda por um valor não menor que R$ 5 mil ou R$ 6 mil o metro quadrado”, explica a conselheira do Creci de São Paulo, Rosângela Martinelli.
O brasileiro paga pela sua prosperidade. Mais emprego, mais renda, juros ainda menores do que alguns anos atrás. Tem muita gente interessada para pouco imóvel. O que impulsiona tanta procura são os financiamentos. Aí dá para entender por que falta imóvel e o preço sobe tanto.
Usando dinheiro das poupanças e do fundo de garantia, os bancos emprestaram no ano passado R$ 83 bilhões para compra de imóveis. É 67% mais do que em 2009. Nove vezes mais do que foi emprestado em 2005. Significa financiamento para compra de um milhão de imóveis.
“Os preços foram resultado de uma recuperação de uma década de 1990 muito reprimida. Já em 2000, surgiu o crédito imobiliário, bancos fortes e inflação domada. Mais do que tudo, as famílias com renda. Então, mais de 30 milhões de pessoas com renda e crédito disponível permitiu que mais pessoas comprassem e os preços se recuperaram”, explica João Crestana, presidente do Sindicato de Habitação (Secovi).
Para o Secovi, os preços, agora, devem se estabilizar. “Ainda há espaço porque ainda existe muita procura por imóveis e ainda não temos uma produção suficiente para atender a toda essa demanda”, conclui Rosângela.
Mesmo com a possibilidade de aumento, para os analistas não existe o risco de crise no setor. Isso porque as regras são rigorosas, o que evitaria inadimplência.
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